O DIREITO SAGRADO AO ESPÓLIO NA PARTILHA DAS VESTES DE JESUS

Edmar dos Santos Pedrosa

Resumo


Um evento que provoca repulsa em qualquer leitor da Bíblia é aquele envolvendo a morte de Cristo por crucificação. Entre ofensas e torturas das mais cruéis, parece que Jesus, além de tudo isso, ainda teve suas roupas roubadas, e o pior, por aqueles que estavam na Palestina para manter ou restaurar a ordem pública, enfim, para servir e proteger. Somente conhecendo as práticas militares antigas é possível propor um real significado para aquele episódio, até então mórbido, da história da humanidade? Os militares eram na verdade criminosos? Agiram contra as leis que juraram seguir? Eram os piores infratores, pois recebiam treinamento, boas condições e soldos do governo romano e mesmo assim agrediam, torturavam e roubavam os cidadãos locais? Ou simplesmente eram exímios profissionais cumprindo seu dever para com a pátria, sua família e as pessoas a sua volta? A resposta para estas questões pode estar oculta no sagrado direito antigo ao espólio, a possibilidade que tinha um militar de usufruir livremente dos bens pertencentes a condenados e a inimigos vencidos em combate. Se este direito existiu, é necessário tentar apontar sua origem e se este encontra amparo nas Escrituras Sagradas, ou se é meramente invenção humana para enriquecer à custa do trabalho e sofrimento alheio. A Bíblia tem respostas para todos os anseios humanos e não seria diferente nesta questão. É certo que a sinceridade histórica deve prevalecer ao analisar aquele evento e as pessoas nele envolvidas devem ser justiçadas. Elas foram perdoadas por quem torturavam, porque não sabiam o que faziam. Talvez hoje as pessoas precisem ser perdoadas, diferente deles, porque não fazem o que sabem.

Palavras-chaves: História. Espólio. Direito militar. Vestes de Jesus.

THE SACRED DUTY THE ESTATE IN THE SHARING OF JESUS CLOTHING

ABSTRACT: An event that causes revulsion in any reader of the Bible is the one involving Christ's death by crucifixion. Between offenses and torture of the cruellest, it seems that Jesus, besides all that, he still had his clothes stolen, and worse, by those of the Palestinian to maintain or restore public order, finally, to serve and protect. Only by knowing the former military practice, it is possible to propose a real meaning to that episode, so far, morbid, the history of mankind. The military were actually criminals? They acted against the laws sworn to follow? They were the worst offenders, for they received training, good conditions and wages of the Roman government, still assaulted, tortured and robbed local citizens? Or were simply perfecto professional fulfilling his duty to his country, his family and the people around their? The answer to these questions may be hidden in the sacred ancient right to the estate, the possibility that he had a military advantage freely of goods belonging to convicted and vanquished enemies in combat. If this law existed, it is necessary to try to pinpoint its origin and finds support in the Holy Scriptures, or whether it is merely human invention to enrich the costs of labor and suffering of others. The Bible has answers for all human desires and would be no different in this regard. Admittedly, the historical honesty must prevail while analyzing that event and the people involved in it must be righteous. They were forgiven, by those who tortured because they did not know what they were doing. Perhaps today, people need to be forgiven, unlike them, why doesn’t what they know.

Keywords: History. Assets. Military Law. Clothes of Jesus.


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